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sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Costeleta de Cordeiro


Tempere o carré de cordeiro com sal fino, pimenta do reino moída na hora, alecrim e tomilho. Cubra os ossos com papel alumínio para preservá-los do calor. Sele numa frigideira antiaderente e leve ao forno por 10 minutos, a 180º. Corte as costeletas e reserve embalado em papel alumínio. Para o molho caldo de carne (2 xícaras de chá), vinho do Porto (1/2 xícara de chá), shoyu (1/4 xícara de chá) e roux para engrossar (manteiga clarificada e farinha de trigo na mesma proporção). Acerte o sal e reserve. Como acompanhamento fiz um risoto de arroz 7 grãos. Usei o Ráris da Masterfoods (www.masterfoods.com.br) e preparei no processo tradicional de risoto - vinho branco seco, caldo de cogumelos shitake e paris e uma concha de creme de leite fresco na finalização. Monte as costeletas, cubra com molho e molde o risoto em um aro. Muito bom!

Camarão Mediterrâneo


Receita simples, rápida e ótima! Tempere os camarões VG com sal e pimenta do reino branca, ambos moídos na hora e grelhe em frigideira pré-aquecida em um fio de azeite. Para o molho faça um ratatouille (beringela, abobrinha italiana, cebola, tomate em cubos...em alguns casos eu não uso pimentões, que fazem parte da receita clássica - este foi um deles), caldo de peixe e molho de tomate (usei o Barilla com azeitona verde cortada em rodelas). Deixe engrossar e reserve. Para acompanhar papardelle salteado no óleo de trufa branca. 

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Somen ao Molho Dashi e Ostra Escaldada em Suco de Limão Siciliano


Esta foi criação minha! Já havia algum tempo que queria fazer uma receita usando o Dashi - uma das bases da culinária japonesa. Não segui a receita tradicional e me virei com o dashi em pó mesmo (2 colheres de sopa), missô (2 colheres de sopa), gengibre ralado (2 colheres de sopa), shoyu (10 colheres de sopa), saquê mirim ( 3 xícaras) e água mineral (3 xícaras). Deixe ferver sem deixar engrossar e reserve. Cozinhe o macarrão por 5 minutos e reserve. Escalde 6 ostras frescas em 2 xícaras de suco de limão siciliano, sal e pimenta do reino a gosto. Junte tudo e deixe esquentar, sem ferver...decore com ervas de sua preferência e ovas de salmão.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Robalo Recheado com Shimeji e Batatas Bravas


Gostei do rolê de namorado e resolvi repetir com o robalo, peixe que gosto muito. Mesmo processo do namorado, filete do filé com a pele e recheio de shimeji, salteado na manteiga, nirá e queijo marcarpone. Para o acompanhamento usei mais uma receita do Eñe (www.enerestaurante.com.br)  que a Patrícia gosta muito e já tinha me pedido algumas vezes: batatas bravas. Usei batatas roxas (tem menos concentração de água e são melhores para fritar) cortadas com aro - ficam parecidas com uma bolacha de 8 cm de circunferência e de altura. No meio fiz um orifício com um boleador e cozinhei em água fervente até ficarem macias, porém firmes, e fritei em óleo quente por imersão. Reservei. Para o molho fiz uma maionese caseira - 2 ovos, 100 ml de óleo de canola e 100 ml de azeite de oliva, que derramei em fio no liquidicador. Adicionei 3 colheres de sopa de páprica picante e sal moído. Transferi o molho para uma bisnaga e coloquei no orifício feito na batata. Ver a cara da Patrícia e ouvir o seu "hummm" de olho fechado já valeu o dia!

Moqueca com Bobó


Li na última edição da revista Prazeres da Mesa uma matéria bem legal sobre a culinária do Espírito Santo, onde jornalistas especializados e consagrados chefs locais, entre eles o craque Juarez Campos, levantam a bandeira para transformar a moqueca capixaba em patrimônio cultural do Estado e preservar assim a autenticidade da receita. Isso foi o start para a minha receita mas decidi não fazer a tradicional moqueca, apesar de amá-la. Nós mineiros temos uma relação muito forte com o Espírito Santo, "nossa praia, com todo respeito" e a minha memória afetiva me traz inúmeras e agradáveis lembranças desta relação. Voltando à receita já comecei mexendo em terreno espinhoso, misturando Espírito Santo com Bahia. Mas não tem jeito, embora estes estados tenham culinárias de personalidade própria e forte, vários elementos se convergem e se não são os mesmos em muitas receitas, eles se complementam - para mim este é o caso da moqueca e do bobó de camarão. Para o meu prato, do bobó peguei a mandioca e fiz um purê que emulsionei com azeite no liquidificador. Sobre a emulsão de mandioca coloquei um molho com a base da moqueca - confesso que com mais elementos baianos, portanto se quiserem chamar de peixada fiquem à vontade. Dourei a cebola picada em azeite de dendê a adicionei caldo de camarão, leite de côco, coentro, tomate sem pele picado em cubos e cebolinha. O peixe - pargo - temperei com sal e pimenta do reino e assei com a pele a 180º por 10 minutos, retirei do forno e "pururuquei" a pele com maçarico e dispus sobre a emulsão e o molho com camarões VG também temperados com flor de sal e pimenta do reino moída na hora. Sou auto ditada e pela minha limitação técnica me restrinjo mais a executar pratos e receitas que encontro em livros, revistas, internet...mas tenho me aventurado a "criar" algumas coisas e essa foi uma delas. Modestamente ficou muito bom e me encheu de orgulho!

Rolê de Namorado e Bacon


Já tinha visto e comido algumas receitas que uniam em perfeita harmonia peixe ou frutos do mar com embutidos em geral, presunto cru, alguns cortes especiais de carne e afins. Resolvi testar este filé de namorado, que "dormia" na minha geladeira a algum tempo - fora comprado fresco para outra receita e guardei o que sobrou. Como tava rolando a famosa preguiça de domingo resolvi seguir os conselhos de meu amigo Antoine-Laurent Lavoisier. Filetei o peixe com a pele e enrolei juntamente com fatias de bacon bem finas. Assei a 180º por aproximadamente 10 minutos. Para acompanhar arroz negro - tô craque (rs!) - espinafre refogado e molho de shimeji, saquê mirim, shoyu, cebola e ciboulette. Valeu - simples, rápido e gostoso! 

Tartar de Ostras


Entrada bacana dos irmãos espanhóis Javier e Sergio Torres, que estão fazendo enorme sucesso com seu Eñe, restaurante espanhol com releituras da cozinha espanhola e comida contemporânea da boa, já a algum tempo em São Paulo e agora também no Rio de Janeiro. Use sempre ostras frescas - as de Santa Catarina são imbatíveis. Abra-as com uma faca especial para este fim, retire as membranas e reserve no gelo. Lave bem as cascas com uma escova e também reserve. Misture em um bowl seis ostras picadas (tartar), suco de meio limão siciliano, quatro colheres sopa de azeite EV, uma colher sopa de cebola picada em brunoise, 2 colheres sopa de ciboulette e sal e pimenta do reino moída na hora a gosto. Reserve. Corte a "tampa" de seis tomates cereja e retire a semente e polpa com um boleador, formando um "copinho". Rechei-os com o tartar e disponha-os de ponta cabeça nas conchas. Decore com ciboulette e um fio de azeite. 

Hamburguer Jum Sakamoto


Esta receita é super simples e foi pedido da Patrícia, que a viu na revista Vida Simples. Mais uma do Jum Sakamoto, que além do consagrado restaurante japonês que leva seu nome, também comanda a Hamburgueria Nacional - referência no assunto em São Paulo. O mais bacana da receita é que não leva nada além de sal fino...e obviamente a carne. Optei pelo filé mignon por ser mais macio e suave, mas também pode usar fraldinha ou picanha. Cortei a peça em cubos e peguei duas facas de ponta e bati (como se usasse baquetas para tocar bateria mesmo - coloque um Iron Maiden ou Sepultura de trilha sonora que sai mais rápido - rs). Qual a carne estiver com aspecto de carne moída molde com um aro ou com a mão mesmo. Tempere com o sal e grelhe em uma frigideira anti-aderente com um fio de azeite EV...o mais interessante é que não se usa nada para dar "liga"...a carne fica macia e suculenta. Fritei alho poró cortado rodelas em imersão e saladinha de folhas verdes e arroz negro para acompanhar...muito bom e leve!

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Arroz Negro


Este fim de semana resolvi testar - já tinha decidido que seria a última vez - o arroz negro. Comi pela primeira vez em Cuba, num dos almoços inesquecíveis da minha vida e nunca consegui reproduzir a altura esta receita teoricamente simples, mas que para mim virou um fardo. Invariavelmente o arroz ficava duro, independentemente de todos os métodos de cocção que eu usasse. Resolvi fazer na panela de pressão - apelei mesmo! Rs...e não é que deu certo, dourei 1 cebola e 2 dentes de alho em uma colher de sopa de azeite, adicionei uma colher de chá de sal, 1 xícara de arroz preto e 2 1/2 de água mineral. Assim que deu pressão abaixei o fogo e deixei cozinhar por mais 25 minutos. Ficou ótimo! Al dente, no ponto certinho...na hora servir coloquei uma colher de sopa de manteiga pra dar mais brilho. Para acompanhar, rs, fiz um molho de cogumelo Paris e Porto Belo laminado, shoyu, manteiga, vinho do Porto e caldo de camarão. Grelhei camarões VG com sal marinho e pimenta do reino e fiz um tortinha de batata asterix - purê normal, coloca num aro pra moldar as bolachinhas e doura na manteiga - fica crocante e macio! Simplesinho, mas bem bom! O dia estava muito gostoso e ensolarado, o que fez que o vinho rosé geladíssimo descesse melhor ainda! 
P.S.: fiz a estréia das facas Burza, compradas no fim de semana em Tiradentes. Realmente sensacionais! www.burza.com.br.

sábado, 29 de agosto de 2009

Festival de Gastronomia de Tiradentes














                   




 



































Por iniciativa do meu compadre fomos a Tiradentes/MG para o Festival de Gastronomia (http://gastronomiatiradentes.wordpress.com), evento já consagrado nacionalmente. Foi um fim de semana agradabilíssimo e memorável! O alto astral e charme da cidade já valem a ida, mas a turma foi o ponto alto! Todo mundo animado, rimos muito, além de beber e comer um pouquinho! rs...Fomos ao festim do Leitão do Luiz no sábado e foi sensacional. A começar pelo local, Pousada Villa Paolucci (www.villapaolucci.com.br) maravilhoso. O leitão em si é um evento a parte, marinado 7 dias em um tempero especial -  Leonel tem o segredo filmado - ele é purucado na hora através de um equipamento desenvolvido pelo próprio Luiz e que é vendido no local pelo simpático Sarkozy ou Sean Penn, se preferir. Meu momento especial foi o prazer e a honra de ter conhecido um dos meus ídolos na cozinha, o genial Murakami. Além do talento ele esbanjou simpatia e desenvoltura - a "canja" com a banda de samba foi impagável - My Way em ritmo de samba. Valeu demais Murakami! Valeu também, compadre Walter e comadre Janine, Zezé e Lílian, Leonel e Irene e Tomzé e Vilma! Ano que vem tem mais! Mas fica a pergunta: onde será a estreia do purucador?

sábado, 15 de agosto de 2009

Menu Degustação










































Fiz este "menu degustação" - desculpem a pretensão - para testar minha capacidade de fazer mais de um prato ao mesmo tempo. Optei pelos peixes e frutos do mar por ter mais familiaridade com eles - escolhendo bem os ingredientes para acompanhá-los e comprando-os frescos já andamos metade do caminho. Comecei com o Sashimi "Santana", criação do chef Marcelo Santana, hoje no Restaurante Udon, em Belo Horizonte (www.udonrestaurante.com.br). É um sashimi de peixe branco (usei o pargo) grelhado no maçarico, com azeite EV e lemon pepper - pimentinha sensacional e extremamente aromática, facilmente encontrada no Mercado Central - www.mercadocentral.com.br, e alho poró frito por cima...muito bom! Continuando nos sashimis, este é bem simples - atum, salmão e pargo, também grelhados no maçarico com azeite EV, ciboulette picada, flor de sal e pimenta branca. Continuando nos crus fiz um tartar de salmão com maionese caseira de wasabi e ovas, também de salmão...clássico e sempre ótimo. A dica da maionese é uma boa, enriquece o sabor do peixe - sempre que for possível é bem melhor a caseira. Passando para os quentes vamos de emulsão de baroa - purê normal emulsionado no liquidificador com azeite de oliva EV e ragu de lagostins - picados na ponta da faca, temperados com sal e pimenta do reino e grelhados no azeite - e ratatouille. Por fim um caldo de camarão e abóbora menina. Grelhe o camarão rosa e acrescente o caldo de peixe - usei o Hondashi pronto mesmo. Deixe ferver e acrescente a abóbora já pré-cozida (reserve a casca para servir) e o creme de leite fresco. Deixe ganhar consistência e bata no liquidificador ou mixer. Coe e volte para a panela. Acerte o sal e moa um pouco de pimenta do reino. É isso! Ficou muito bom, mas a Patrícia foi cochilar no sofá já no ragu de lagostins...preciso de assistentes! Rs...


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quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Cozinha Molecular



Esta tendência, já nem tão nova, da culinária mundial e que tem rendido seguidas polêmicas tem no chef (cientista?) espanhol Ferran Adrià o seu maior expoente. Não por acaso o seu El Bulli figura há 5 anos como melhor restaurante do mundo, título concedido pela revista inglesa Restaurant. Escondido à beira de uma bonita baía, entre as escarpas da Costa Brava, quase na fronteira entre a Espanha e a França, o El Bulli está a duas horas de carro de Barcelona e tem uma fila de espera de mais de dois anos. Metade de seus lugares são destinados a espanhóis, e a outra metade, a estrangeiros. E metade fica com novos clientes – a outra metade é para quem retorna para conhecer as criações do ano. Alguns brasileiros já têm lugar cativo. “Dos oito melhores gourmets do mundo, dois são brasileiros”, garante Adrià, que, mesmo indagado, não revela seus nomes. De abril a junho, o El Bulli funciona cinco noites na semana e, de julho a setembro, abre diariamente para o jantar. Possui 50 funcionários (60 no verão), mas Adrià recebe, pela internet, pedidos de cinco mil jovens chefs e estudantes que desejam trabalhar com ele. Numa temporada, 20 deles terão a chance de um contrato provisório e, ao final do ano, somente dois ou três tirarão a sorte grande de se incorporar à equipe permanente. A cada dia, apenas 50 pessoas pagarão 155 euros (aproximadamente R$ 535, fora o vinho) para se deliciar com um menu surpresa de três dezenas de pratos. Nem todo mundo vai gostar de todos os pratos, mas, ao final, quando seu menu degustação tiver desafiado os cinco sentidos do gourmet ficará consagrado que não existe nada igual a Ferran Adrià. Quanto às técnicas desenvolvidas por Adrià a mais popular é a esferificação e foi nela que resolvi me aventurar. Pesquisando descobri o Gastronomy Lab (www.gastronomylab.com.br), empresa brasileira dedicada à culinária molecular. No site é possível encontrar novidades, dicas, receitas e principalmente produtos destinados a execução dos pratos. Comprei um kit de esfericação e fiz um "caviar" de cogumelos. A receita está no site acima. Uma dica: intensifique a consistência do caldo - faça-o mais concentrado e com mais sal, porquê no contato com os produtos químicos ele perde um pouco o sabor. Vale a pena: a execução é lúdica e a surpresa com o resultado é a mesma de uma criança desvendando um novo brinquedo. Também é muito gostoso e divertido provar sabores já conhecidos ou não, sob outro ângulo, com nova textura e formato. Mesmo leigo e amador digo com todas as letras: é ciência e é culinária das boas - inventiva, criativa,saborosa, inédita - enfim uma experiência absolutamente sensorial!

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Paella Texsan!


A paella nunca esteve em minhas prioridades de execução, embora seja um prato que eu adoro! Tradição deve ser respeitada, portanto a feijoada, o tropeiro, a moqueca e afins, ao olhar de um amador como eu, devem ser simplesmente saboreadas, deixando que mãos hábeis de cozinheiros tarimbados nos presenteie com um festival de sabores que materializam a história de povos e lugares. Receitas tão consolidadas não cabem nenhum tipo de interferência, mas a coragem de meu compadre me fez mudar de ideia. Fui conhecer sua casa nova e colocar a prosa em dia...o fim de semana, como esperávamos, estava perfeito! Depois do cordeiro e dos red's - label e bull -  de sábado tive que acordar às 6h com o Gui, já com a energia fritando! Minha sorte foi que seu "vô" Wartinho chegou para acalmar a criança. Voltei a dormir e acordei ao meio dia com meu compadre eufórico pq tinha ficado com a última leva de camarão fresco do peixeiro que ele encontrou na feira. Resultado: vamos fazer uma paella? Bora lá...seguimos, inicialmente, a revista Verdemar como referência, mas ao longo do processo fomos "ateixeirando" a receita e fizemos uma Paella Texsan - homenagem ao nosso compadre Erikids, que por estar fazendo a melhor cerveja artesanal do Brasil, não pôde estar presente.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Kobe Beef




O primeiro contato que tive com o Kobe Beef não foi dos melhores. Tinha ouvido falar da iguaria e fiquei bastante curioso. Um boi - raça Wagyu -  tratado a saquê, massagens e música clássica desperta a atenção de qualquer um...mas enfim...comi um tornedor no D'Artagnan e foi bem decepcionante. Talvez minha expectativa fosse muito grande, além do beef não ser um "autêntico" kobe, pois tratava-se de um cruzamento de wagyu com brangus. Tinha "desencanado" da carne quando li em uma publicação de culinária (não me lembro bem qual) que a Intermezzo Gourmet - boutique paulista especializada em carnes nobres , do mesmo proprietário do Varanda Grill - Sylvio Lazzarini - estava trazendo ao Brasil cortes provenientes de wagyu 100% puro e com um grau de marmonização (gordura entremeada que garante mais muito à carne) nunca visto no Brasil e difícil de encontrar inclusive no Japão! Numa escala de 1 a 12 - reconhecida internacionalmente - a carne da Intermezzo veio com grau 11. Não resisti e comprei pelo próprio site da empresa (www.intermezzogourmet.com.br). É caro e eu esperei ansiosamente - e entrega foi rápida e a qualidade e cuidados com o transporte impecáveis. Garanto que valeu cada centavo "investido" nesta maravilha. É muito diferente de qualquer carne que já tinha comido antes - textura, sabor e maciez inigualáveis! Absolutamente recomendável! Fiz temperado com sal Maldon, pimenta do reino e grelhado na panela de ferro. Como coadjuvante, para não haver nenhuma interferência, fiz somente uma saladinha de folhas verdes e chips de batatas asterix - que tem menos água e fica mais sequinha!

domingo, 26 de julho de 2009

Carré de Vitelo


Almoço de domingo! Saiu totalmente na pressão - mise en place, pilha máxima do Gui que não parou um segundo, preparo do prato, mais revezamento com a Patrícia para dar conta da energia do Guilherme,  enfim saiu...Quanto ao prato em si, eu gostei do resultado. Carré de vitelo - comprada no Verdemar (falarei da minha Disneylândia particular mais à frente!) - temperada com sal moído, pimenta do reino, alecrim e grelhada com um fio de azeite. O leito de cogumelos fiz com champignon Paris, shimeji, cebola, vinho tinto, shoyu e caldo de carne. Acompanha também mostarda refogada.

Jun Sakamoto



Duas receitas do "virtuose do sushi" Jun Sakamoto. Recebi o livro dele - dica do PH (Paulo Henrique), proprietário do excelente Sakê (www.sakerestaurante.com.br), em Vitória/ES - e fiquei fascinado com a história e obviamente com as receitas deste sensacional sushiman, que inclusive se nega a ser tratado como chef. Pura modéstia, ele é sim um grande sushiman, mas também um chef criativo e genuíno. Fiz um tartar de atum com foie gras e ovas de salmão e um harumaki de vieiras com molho de vinho tinto e ostras. Quem quiser as receitas é só pedir nos comentários.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Ostra Empanada com Tapioca Marinada


Esta receita é do Alex Atala e me sinto muito orgulhoso por fazê-la. Ela consta do menu degustação do seu conceituado D.O.M. e corrobora o fato deste restaurante constar entre os 20 melhores do mundo, segundo a Restaurant Magazine, publicação inglesa mundialmente mais respeitada do gênero. Alex Atala também a serviu a Ferran Adrià em sua última visita ao Brasil. O prato é sinônimo de harmonia e criatividade. Primeiramente a ostra empanada com farinha de brioche faz toda a diferença, segundo o sagu de tapioca - estas bolinhas mágicas adquirem o sabor e a cor da marinada a que são submetidas, neste caso suco de limão e a água da ostra. Um festival de sabores e texturas que beiram a perfeição! Segue a receita:
INGREDIENTES (4 porções)

Ostra e tapioca
50 g de sagu (tapioca)
40 ml de suco de limão
4 ostras
2 ovos
5 g de açúcar
100 g de farinha de brioche (passe um brioche pela peneira, sem a casca, até virar farinha)
4 gotas de tabasco
1 fio de óleo de oliva
Ovas de salmão a gosto (finalização)
Ciboulette picada a gosto (finalização)
Sal e pimenta-do-reino moída na hora a gosto

Emulsão de shoyu
50 ml de shoyu
400 ml de óleo de oliva

PREPARO

Ostra e tapioca

Cozinhe as bolinhas de sagu em 1 litro de água fervente até que fiquem macias. Deve-se preservar o ponto branco no interior das bolinhas, cuidando para que elas não fiquem totalmente transparentes.
Retire o sagu do fogo, coe e dê um choque térmico com água gelada. Coe novamente, misture com o suco de limão e reserve.
Abra as ostras com cuidado para preservar toda a água. Junte essa água ao sagu, acerte o sal e reserve.
Misture os ovos, o açúcar e a pimenta-do-reino. Passe as ostras nessa mistura e em seguida na farinha de brioche.
Numa frigideira com um fio de óleo de oliva, frite as ostras em fogo médio, até dourarem. Coloque-as sobre um papel absorvente para tirar o excesso de gordura. Pingue uma gota de tabasco sobre cada ostra.

Emulsão de shoyu
Misture o shoyu e o óleo de oliva até emulsionar.

Montagem
Despeje a emulsão de shoyu no fundo de pratos pequenos. Coloque uma ostra empanada em cada prato. Sobre as ostras, disponha o sagu marinado. Finalize com as ovas de salmão e a ciboulette picada.

sábado, 18 de julho de 2009

Bottarga



É tempo de bottarga! Conhecida como o "caviar brasileiro" essa iguaria tem sido tema de matérias frequentes nas mais variadas publicações de culinária e por isso despertou minha curiosidade. Pesquisando na internet cheguei até a Bottarga Lefkas (www.bottargaclub.com), maior produtor do país, localizada em Santa Catarina e comandada por Christian Katopodis, por sinal muito gentil e "boa prosa", como dizemos nós mineiros. A bottarga é a ova de tainha preservada inteira num processo artesanal de limpeza, salga, desidratação, secagem, modelagem, banho em cera de abelha e embalagem a vácuo. Segundo Christian, de família grega, a bottarga remonta à antiguidade. Conta a história que foram os fenícios, no início do século IX a.C, que difundiram o consumo de ovas desidratadas enquanto dominavam o Mar Mediterrâneo e parte da Ásia. Na Grécia a bottarga é consumida com pão integral aquecido, já os italianos preferem consumi-la em fatias finas, com azeite e pedaços de limão. Na França, recebe o nome de poutargue e vai bem com torradas. Os russos também não dispensam a iguaria servida com pão e salada. Adquiri o kit degustação da Lefkas  - site acima - e na "Cozinha de Casa" comecei a "quebrar a cabeça" para honrar tal preciosidade. Já na primeira prova percebi a intensidade do sabor, da textura, da "presença de mar"! Imediatamente me veio a idéia de acrescentá-la a algum fruto do mar. Meio caminho andado, falo do Armazém do Mar (www.armazemdomarbh.com.br) onde consegui vieiras frescas, com coral, sensacionais! Como as vieiras me remeteram ao mestre Alex Atala, resolvi fazer um "mexidão" com três grandes chefs do nosso país - considerando aí que Tsuyoshi Murakami e Claude Troigros são brasileiros! Vamos ao prato: vieiras grelhadas, temperadas com flor de sal e pimenta do reino, espaguete de legumes (inspiração do espaguete de pupunha de Alex Atala), que fiz com abobrinha, cenoura e nabo (inspirado na receita de Murakami - lâminas de bottarga com fatias de nabo e shitimi) cortadas na mandolina e salteadas no azeite, cebola e shoyu. Quanto ao Claude Troigros caiu muito bem sua receita de maionese de wasabi (maionese caseira e pasta de wasabi). Enfim, ficou muito bom e a nota da Patrícia - juri técnico - foi 10, embora a apresentação do prato, a meu ver, tenha ficado meio sambadinha. 

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Tambaqui com Risoto de Trufas e Espuma de Baroa

Primeiro Prato

Vou postar este prato para inaugurar o blog, primeiro porquê já tinha comido "costela" de tambaqui por duas vezes e queria muito fazer um peixe de água doce...principalmente este que gostei muito e depois porquê também estreei o sifão que ganhei da Patrícia, minha mulher. Com ele fiz esta espuma de baroa ou mandioquinha. Complementei com um risoto na manteiga de trufas negras. Acho que a combinação ficou boa!

Entrada

Já estava pensando neste espaço desde quando comecei a tirar fotos dos pratos que faço, em casa e de forma amadora. Sou um apaixonado por culinária embora nunca tenha feito nenhum curso - mais por acomodação que qualquer outra coisa. Mas tenho lido muito a respeito do tema, pesquisado na internet, assistido vídeos, enfim, qualquer coisa sobre o assunto me interessa muito e cozinhar vem se tornando minha principal diversão. Gostaria muito que este blog realmente fosse uma extensão da cozinha de casa e que aqui eu possa compartilhar dicas, receitas e quaisquer outras informações sobre esta fascinante arte de transformar alimento em prazer.