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segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Bacalhau Desfiado com Purê de Mandioquinha

A Patrícia começou a fazer um curso de culinária - primeiros passos e depois saladas especiais - no Senac. Muito bacana o material e as dicas que ela me passou, além de tudo ver o entusiasmo dela e criar mais um ponto de contato e afinidade entre nós me deixou muito feliz. Esta receita veio do curso e era pra ser uma entrada, mas como eu errei o ponto do purê, eu modifiquei para um prato principal. Quanto ao objetivo inicial, como vamos tentar novamente deixo para postar quando fizermos. Quanto ao que virou, segue receita:
Ingredientes:
- lombo de bacalhau dessalgado (usei o Gadus Mohua) de 500g
- leite desnatado
- louro
- alho
- azeite de oliva EV quanto baste
- pimenta do reino moída na hora
- 150g de azeitonas pretas (Azapa) cortadas em juliene
- 100g de salsinha fresca picada finamente e desidratada na hora
- ovo cozido
- 300g de mandioquinha
- creme de leite fresco
- manteiga
- cebola picada em brunoise
- arroz branco
Preparo:
Cozinhe o bacalhau no leite desnatado (suficiente para cobrir a peça), com 2 folhas de louro e 2 dentes de alho amassado com casca, por 15 minutos. Desfie e reserve.
Esquente uma panela com azeite de oliva (suficiente para "molhar bem" o bacalhau desfiado)  e entre com as azeitonas e a salsinha. Corrija o sal e tempere com a pimenta do reino.
Doure a cebola em 2 colheres de sopa de manteiga sem sal e um fio de azeite (para não queimar a manteiga). Entre com a mandioquinha amassada e vá acrescentando o creme de leite para obter a consistência de purê. Corrija o sal.
Sirva com arroz branco e o ovo cozido cortado em quatro.

domingo, 8 de agosto de 2010

Dia dos Pais


Hoje é dia dos Pais! O meu se foi em 2006 deixando uma saudade gigantesca. Além dela me deixou também tudo o que eu precisava para ser feliz. Sua sabedoria simples e leve e suas atitudes pragmáticas tinham o respaldo de sólidos valores morais e éticos. Seu carisma singular e seu carinho sem pedir nada em troca cativavam os mais gelados corações e mentes. Foi embora de uma forma digna de uma pessoa merecedora, de quem fez sua história. Não deixou um inimigo ou desafeto sequer, optou por uma legião de amigos das mais variadas raças, credos e classes sociais. Isso não era importante pra ele. O que valia era a amizade verdadeira. Não sofreu, não nos fez sofrer...deixou somente o vazio da saudade. Quando em 2008 meu filho nasceu, um amigo me deixou um recado na caixa postal do celular – estava no avião quando ele ligou para me dar os parabéns. Foi emocionante o que me disse – ele não conhecia meu pai, mas curiosamente falamos muito dele em um jantar em São Paulo uma semana antes de sua morte, e o que não era surpresa para mim, ele se encantou pelas histórias que contei do meu Grima. Sua mensagem dizia: “Parabéns pelo seu filho, é o melhor presente que um homem pode ganhar e você, além de tudo, ganhou a oportunidade de retomar a relação pai e filho por um outro ângulo, curta muito isso”. A saudade não se foi e nem irá nunca, mas a minha vida hoje está completa com o Guilherme. Hoje o espelho sou eu e o milagre cíclico da vida se descortina em minha casa todos os dias, tudo que aprendi com meu pai se conecta com o que tento ensinar ao meu filho....naturalmente. Pai, você me ensinou o que é o amor e como é ser amado. Gui, você me ensina a cada dia como é amar incondicionalmente. A vida é linda, não? Mas como este é um blog de culinária (pelo menos essa é a intenção), vamos ao prato: frango com quiabo, o preferido do meu pai. Só que me perdoe Grima, um pouquinho diferente do ensopado tradicional e delicioso que Buti fazia pra gente. Aliás, quem tá dizendo que é frango com quiabo sou eu, por que vi semelhanças nesta desconstrução, mas na verdade estamos falando de coxa e sobrecoxa de frango grelhada com ervas finas, musseline de milho, quiabo defumado e jus de frango. Segue a receita:
Frango
Grelhe em um frigideira anti-aderente 4 coxas e sobrecoxas temperadas com sal fino , pimenta do reino moída na hora e ervas finas e asse a 180º por 30 minutos e mais 10 minutos no dourador, regando com azeite de vez em quando. Reserve.
Musseline de Milho
  • 2 xícaras de chá de milho verde
  • 2 xícaras de creme de leite fresco
  • 1 colher de sopa manteiga 1 cebola pequena ralada
  • 3 colheres de sopa de farinha de trigo
  • Sal a gosto
  • Bata no liquidificador o milho, leite e a farinha de trigo
  • Numa panela, doure a cebola na manteiga Junte o milho moído, tempere com sal
  • Misture até ficar cremoso
Quiabo defumado
  • Corte os quiabos ao meio e retire as veias e sementes com uma colher de chá – reserve as sementes.
  • Grelhe os files de quiabo e as sementes em uma frigideira anti aderente até ficarem um pouco “chamuscados”.
Jus de Frango
  • Misture um colher de sopa de manteiga com outra de farinha de trigo e faça um roux.
  • Recolha o “suco” que sobrou da assadeira do frango e peneire.
  • Acrescente água mineral e adicione ½ xícara de chá de vinho branco e o o roux.
  • Acerte o sal, entre com pimenta do reino a gosto e deixe adquirir consistência de molho.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Cauda de Lagosta e Salada Mediterrânea



Essa cauda de lagosta estava morando no meu freezer já fazia um tempo. Não conseguia pensar em uma receita bacana pra fazer com ela, até que a Patrícia me disse que tinha comido um fundo de alcachofra com azeite que tava ótimo, enfim, deu o click. Decidi fazer uma receita mais light, portanto optei por assar a lagosta. Ela já veio limpa, só "descolei" a carne da casca pra facilitar na hora de comer, temperei com azeite, sal fino e pimenta do reino moída na hora. Reguei uma assadeira com um fio de azeite e coloquei para assar a 180º por 10 minutos, mais 5 minutos no dourador. Para a salada usei alface crespa roxa e verde lisa verde, salteei tomates cereja, azeitonas pretas, mini cebolas e corações de mini alcachofra em azeite (antes os legumes foram escaldados em água fervente por 3 minutos). Depois de colocados no prato salpiquei a salada e a lagosta com brotos de basílico verde.