Neste fim de semana a família da minha mãe esteve toda reunida para celebrar uma importante conquista do meu tio Joaquim. É muito difícil homenagear e reverenciar com palavras uma pessoa que sabe lidar tão bem com elas, mas diante da importância do fato e em nome de sua brilhante trajetória, senti uma vontade muito grande de cometer estas linhas. Aliás, foram suas palavras de agradecimento que mais me marcaram e fizeram recordar momentos especialmente importantes da minha vida, me enchendo de orgulho por fazer parte desta família tão especial. Sempre foi muito claro para todos nós a influência que meu avô Tatavo exerceu sobre meu tio. Seus sólidos valores morais, sua retidão, seriedade e comprometimento com a profissão e com a sociedade, sem dúvida alguma foram e são fatores fundamentais para que seu filho alçasse vôos tão altos. Meu avô tinha uma maneira muito particular de expressar o carinho e devoção que tinha por sua família. Um jeito sério, às vezes até um pouco sisudo. Mas sua marca ficou impressa, até porque ele tinha em minha avó Cotinha o contraponto ideal para equalizar a relação com todos nós. Cotinha foi e será para sempre a referência maior de nossa família e tio Joaquim a citou de uma forma tão especial, com uma precisão absurda, descrevendo-a de maneira definitiva com um único adjetivo: "minha doce Maria...". Minha vó era assim, doce, cândida, amor puro. Mas também era forte, sempre com suavidade, mas forte como um touro, de uma fé inigualável e inabalável e isso meu tio, mais uma vez sabiamente, ressaltou. Que Deus e o querido São João Bosco de nossa Cotinha continuem guiando seus passos tio, que reforcem todos os dias a sua fé para que sua estrela continue brilhando de forma tão intensa. Temos todos muito orgulho de você!
Estas lembranças me deram uma saudade muito grande da minha avó e por isso decidi fazer para o almoço de hoje uma comidinha que ela fazia como ninguém: lombo de porco assado, arroz, tutu de feijão e almeirão. Aliás, eu nunca mais comi nem comerei um almeirão como o seu; é incrível isso, porque dentre as inúmeras delícias que Cotinha nos brindava, esta verdura está entre as minhas mais recorrentes lembranças culinárias dela. Era só um almeirão refogado com sal, mas era dela e era diferente!
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ResponderExcluirCumpadre,
ResponderExcluirParabéns pela iniciativa desta merecida homenagem à sua avó e ao seu tio. Quem te conhece sabe que a saudade e o orgulho são grandes para ter espaço aqui.
... em tempo: o prato deu água na boca!
Obrigado Cumpadre! abs
ResponderExcluirFiquei emocionada com tanta sensibilidade!!Lindo!!
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