Pesquisar este blog

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Centolla


Em meados do ano passado começaram a chegar ao Brasil os primeiros caranguejos gigantes provenientes da costa da Argentina - até então, só recebíamos os pescados do Chile. Os exemplares das duas variedades têm em comum o peso de até dois quilos, com patas que podem chegar a mais de um metro, de uma ponta a outra. Chamados de centollas (centodjas, na pronúncia argentina, ou centolhas, como preferem dizer os chilenos), pertencem a uma categoria de crustáceos valorizadíssima pela gastronomia mundial, com um sabor normalmente definido como um meio-termo entre o do caranguejo comum e o da nobre lagosta. O similar mais apreciado mundialmente é o King Crab Red, que tem como habitat o estreito de Bering, entre o Alasca e a Sibéria. Em Belo Horizonte consegui encontrar no Supernosso Gourmet, fornecido pelo Armazém do Mar - já citei ambos em post anterior. Te cuida Verdemar! Pois bem, resolvi arriscar tal iguaria em plena quarta-feira de cinzas, depois de deleitar, acariaciar e também castigar o fígado, estômago e adjacências na casa de mammy em Abre Campo. A receita é simplérrima e rapidíssima de fazer. Cubra a centolla inteira com água fervente e sal e deixe cozinhar por 10 a 15 minutos. Corte as pernas com uma tesoura e retire a carne - se quiser reserve as pontas para decorar. Temperei com limão siciliano, azeita EV e sal fino e servi com espinafre refogado, mini cebolas cozidas e purê de batata - idéia e execução da Lúcia, que trabalha na cozinha e no resto da casa!

Um comentário: